Toda pessoa de cabelo cheio que entrava eu achava que era você. Assim
como acho quando estou na rua, no supermercado, na fila do cinema,
dormindo. Virei uma caçadora de pessoas cacheadas. Virei uma caçadora de
você em todas as pessoas. Então você chegou na festa. E eu apenas sorri
e sorri e sorri. Porque era isso. Eu queria te ver apenas.
[Tati Bernardi]
...
*era só isso. :)
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Quem gosta assim não come migalhas porque é melhor do que nada, come
porque as migalhas já constituem o nó que ficou na garganta. Seus
pedaços estão colados na gosma entalada de tudo o que acabou em todas as
instâncias menos nos meus suspiros. Não se digere amor, não se cospe
amor, amor é o engasgo que a gente disfarça sorrindo de dor.
[Tati Bernardi]
[Tati Bernardi]
domingo, 30 de setembro de 2012
"I'm falling into memories of you and things we used to do
(...)
Maybe we'll forget, I hope we don't forget."
(...)
Maybe we'll forget, I hope we don't forget."
[One Year, Six Months - Yellow Card]
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sábado, 29 de setembro de 2012
Vermelhos Acinzentados
...
*Posso dizer que o banheiro é meu lugar preferido da casa. Não para as próprias finalidades dele, mas em que outro lugar eu me sinto tão eu comigo mesma quanto aqui dentro?
Tem lágrima caindo no teclado do note e eu me pergunto se isso pode estragá-lo. E me pergunto até que ponto uma lágrima pode estragar uma coisa. Qualquer coisa.
Não tenho ideia do que estou escrevendo, nem sei exatamente sobre o que estou escrevendo. Só sei que já mandei mensagens além do que eu gostaria hoje, e só tem uns 30 minutos que acordei em definitivo e levantei da cama. E eu começo a escrever sempre que não dá mais pra guardar tudo aqui dentro. Sempre que parece que vou estourar de tão cheia, derramar como quando se coloca água demais em um copo.
Eu to derramando hoje. Desde que acordei e percebi sozinha algo que eu não queria perceber.
Hoje é um daqueles dias vermelhos em que tudo fica cinza. É um daqueles dias de derramar e de ver tudo desfocado, em vários momentos. Eu me conheço e sei que hoje será assim.
Em dias assim eu fujo de mim mesma. Saio, me misturo, vou pra qualquer lugar pra conseguir ficar longe de mim.
Hoje queria ir a praia, ver gente correndo, andando, sorrindo, sendo feliz, mas tá frio e depois do banheiro, que outro lugar consegue ser tão bom pra ficar sozinha consigo mesma que a praia em dia frio e muito vento sentada em frente ao mar?
(Eu sinto falta de você. Realmente sinto.)
Tem lágrima na minha mão, no chão, na calça cinza e em todas as letras do teclado que usei pra escrever essa frase. Não quero ficar sozinha comigo hoje. Tenho tanta coisa pra fazer, tanta coisa tem que estar pronta pra segunda feira, e não tenho ideia de como vou conseguir atravessar o dia de hoje fingindo que não tem nada acontecendo aqui dentro. Que não tem nada que precise ser derramado porque não dá mais pra manter guardado.
Eu já deslizei o dedo no celular umas 7 vezes e sei que tem 2 mensagens que provavelmente são respostas das perguntas que fiz e que já arrependi de ter feito, pq eu não tenho que falar dessas coisas pras próprias pessoas. Mas ainda não abri. Respostas doem. E eu sinceramente não sei porque pergunto.
Acho que isso aí entra no que eu percebi hoje ao acordar. Sei lá... Não sei o que dói mais.
Vou desligar o notebook. Tirar minha roupa, ligar o chuveiro, deixar as águas caírem, vê-las descendo pelo ralo, desligar. Vou pegar a toalha, secar, vestir uma roupa confortável, passar uma maquiagem e fazer tudo o que precisa ficar pronto pra depois de amanhã.
Gosto de ver o resultado que um corretivo, base, blush e rímel conseguem fazer com o que tá do lado de fora.
*Posso dizer que o banheiro é meu lugar preferido da casa. Não para as próprias finalidades dele, mas em que outro lugar eu me sinto tão eu comigo mesma quanto aqui dentro?
Tem lágrima caindo no teclado do note e eu me pergunto se isso pode estragá-lo. E me pergunto até que ponto uma lágrima pode estragar uma coisa. Qualquer coisa.
Não tenho ideia do que estou escrevendo, nem sei exatamente sobre o que estou escrevendo. Só sei que já mandei mensagens além do que eu gostaria hoje, e só tem uns 30 minutos que acordei em definitivo e levantei da cama. E eu começo a escrever sempre que não dá mais pra guardar tudo aqui dentro. Sempre que parece que vou estourar de tão cheia, derramar como quando se coloca água demais em um copo.
Eu to derramando hoje. Desde que acordei e percebi sozinha algo que eu não queria perceber.
Hoje é um daqueles dias vermelhos em que tudo fica cinza. É um daqueles dias de derramar e de ver tudo desfocado, em vários momentos. Eu me conheço e sei que hoje será assim.
Em dias assim eu fujo de mim mesma. Saio, me misturo, vou pra qualquer lugar pra conseguir ficar longe de mim.
Hoje queria ir a praia, ver gente correndo, andando, sorrindo, sendo feliz, mas tá frio e depois do banheiro, que outro lugar consegue ser tão bom pra ficar sozinha consigo mesma que a praia em dia frio e muito vento sentada em frente ao mar?
(Eu sinto falta de você. Realmente sinto.)
Tem lágrima na minha mão, no chão, na calça cinza e em todas as letras do teclado que usei pra escrever essa frase. Não quero ficar sozinha comigo hoje. Tenho tanta coisa pra fazer, tanta coisa tem que estar pronta pra segunda feira, e não tenho ideia de como vou conseguir atravessar o dia de hoje fingindo que não tem nada acontecendo aqui dentro. Que não tem nada que precise ser derramado porque não dá mais pra manter guardado.
Eu já deslizei o dedo no celular umas 7 vezes e sei que tem 2 mensagens que provavelmente são respostas das perguntas que fiz e que já arrependi de ter feito, pq eu não tenho que falar dessas coisas pras próprias pessoas. Mas ainda não abri. Respostas doem. E eu sinceramente não sei porque pergunto.
Acho que isso aí entra no que eu percebi hoje ao acordar. Sei lá... Não sei o que dói mais.
Vou desligar o notebook. Tirar minha roupa, ligar o chuveiro, deixar as águas caírem, vê-las descendo pelo ralo, desligar. Vou pegar a toalha, secar, vestir uma roupa confortável, passar uma maquiagem e fazer tudo o que precisa ficar pronto pra depois de amanhã.
Gosto de ver o resultado que um corretivo, base, blush e rímel conseguem fazer com o que tá do lado de fora.
...
("Chasing Cars" tocou durante todo esse tempo aqui dentro...
"If I lay here, If I just lay here
Would you lie with me
And just forget the world?")
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domingo, 23 de setembro de 2012
Pra você guardei o amor - Nando Reis e Ana Canas
...
* "Quando você tiver a Julinha, você volta a acreditar no amor. em sua mais pura forma."
=(
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
...
*enquanto escrevo o roteiro, coloco "supposed to be" pra tocar, pq cismei que essa será a trilha sonora (que provavelmente mudarei, mas no momento to achando perfeita).
apresento parte desse roteiro amanhã. talvez eu ainda mude tudo, ou não mude nada.
eu to com a caneta e o papel na mão. posso montar a história da maneira que eu quiser. posso fantasiar o que tiver vontade. é só ficção.
*enquanto escrevo o roteiro, coloco "supposed to be" pra tocar, pq cismei que essa será a trilha sonora (que provavelmente mudarei, mas no momento to achando perfeita).
apresento parte desse roteiro amanhã. talvez eu ainda mude tudo, ou não mude nada.
eu to com a caneta e o papel na mão. posso montar a história da maneira que eu quiser. posso fantasiar o que tiver vontade. é só ficção.
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domingo, 9 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Meu Sossego - Ls Jack
...
*nunca fui tiete e acho muito chato quem vê um artista e fica lá pentelhando ele. mas to aqui me arrependendo muuuuito de não ter "tietado".
no último fds eu vi o Marcus Menna. na verdade dei de cara com ele. fiquei olhando e ele percebeu... fiquei com muita vontade de conversar com ele, perguntar se tem alguma apresentação prevista, sei lá. ao menos dar um abraço... ele me pareceu tão receptivo, com um olhar tão carinhoso. até agora não to entendendo pq não fui =(
eu não pensei que ele fosse voltar a ficar bem. não depois de tudo que aconteceu e do tempo que ele ficou internado. é nítido que ele ficou com sequelas, só de olhar. mas o olhar dele tem alguma coisa especial. queria poder vê-lo de novo.
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domingo, 26 de agosto de 2012
Wide Awake - Katy Perry
I'm wide awake
I'm wide awake
I'm wide awake
Yeah, I was in the dark
I was falling hard
With an open heart
I'm wide awake
How did I read the stars so wrong?
I'm wide awake
And now it's clear to me
That everything you see
Ain't always what it seems
I'm wide awake
Yeah, I was dreaming for so long
I wish I knew then
What I know now
Wouldn't dive in
Wouldn't bow down
Gravity hurts
You made it so sweet
Till I woke up on
On the concrete
Falling from cloud 9
Crashing from the high
I'm letting go tonight
Yeah, I'm falling from cloud 9
I'm wide awake
Not losing any sleep
I picked up every piece
And landed on my feet
I'm wide awake
Need nothing to complete myself, no
I'm wide awake
Yeah, I am born again
Out of the lion's den
I don't have to pretend
And it's too late
The story's over now, the end
I wish I knew then
What I know now
Wouldn't dive in
Wouldn't bow down
Gravity hurts
You made it so sweet
Till I woke up on
On the concrete
Falling from cloud 9
It was out of the blue, I'm
Crashing from the high
I'm letting go tonight
Yeah, I'm letting you go, I'm
I'm falling from cloud 9
I'm wide awake
Thunder rumbling
Castles crumbling (I'm wide awake)
I am trying to hold on (I'm wide awake)
God knows that I tried
Seeing the bright side (I'm wide awake)
But I'm not blind anymore
I'm wide awake
I'm wide awake
Yeah, I'm falling from cloud 9
It was out of the blue, I'm
Crashing from the high
You know I'm letting go tonight
Yeah, I'm letting you go, I'm
I'm falling from cloud 9
I'm wide awake
I'm wide awake
I'm wide awake
I'm wide awake
I'm wide awake
...
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
O dia do nosso aniversário deveria ser algo fora do comum. Deveria dar tudo certo, feliz, ser tudo lindo e colorido. Aliás, muitas coisas deveriam ser assim, em muitos outros dias, mas no aniversário deveria ser obrigação. Porque a gente tem essa coisa de que é um dia especial, diferente, e de uma maneira ou de outra, acabamos esperando que seja mesmo.
E esperar... Taí uma coisa que não deveria ser feita com tanta frequência. A gente espera, e espera muito. Das pessoas, dos lugares, do tempo.
Não tem nada mais angustiante que a espera. O olhar e não ver nada. Olhar de novo e nada. Vazio...
É preciso aprender a não esperar. Não "não esperar", mas não criar expectativas demais. Não pensar além do que pode ser feito.
Com o tempo aprendemos muitas coisas, assim como "desaprendemos" muitas outras... Hoje consigo ver em mim exatamente a menina que eu era há 10 anos atrás, mesmo com todas as enormes mudanças que criei. Que aliás, foram criadas exatamente por não querer ser como a dessa época, mas ainda tem muito de mim em mim. Sempre terá. Eu espero. Porque sei que me tornei pior pra algumas pessoas do que eu era. Por querer me proteger delas.
Aprendi a me fechar. Ou melhor: desaprendi a me abrir. Quando você se abre, fica vulnerável, fica exposto, pode vir qualquer coisa, de qualquer lugar, e te machucar, e fazer doer, e fazer sofrer. E isso definitivamente eu não tenho a menor intenção que aconteça. Eu me fecho, me armo, corro, fujo pra bem longe se for preciso, mas me protejo, de maneira torta talvez, mas me protejo da maneira que acho melhor e mais rápida. As vezes não adianta correr, fugir, se fechar... porque não dá pra fazer isso com o que tá dentro. Mas dá pra fazer igual algo na gaveta sabe? Que você guarda dentro de uma caixinha e coloca lá no fundinho da gaveta, naquele lugar que a gente nunca abre o suficiente pra ver até o final. É pra lá que eu to empurrando de volta a minha caixinha.
Ontem, dia em que deveria ser tudo lindo e colorido, eu não estava com o menor ânimo de comemorar. Mas sabe aquelas coisas que a gente faz pra que as outras pessoas se sintam bem? Aquelas que a gente faz por elas acharem que estão nos fazendo bem também? Pois é.
Sentada à mesa chegam os pedidos. Meu prato, que passei o dia inteiro com desejo de comer, e meu H2O. Chegam também mensagens. Sabe aquelas perguntas que a gente não deve fazer porque não quer saber de fato a resposta, mas também não aguenta não perguntar porque não saber pode ser ilusório demais? Então. As respostas chegaram, junto com o pedido que desejei o dia todo. O frio chegou, a garganta apertou e os olhos encheram. Meti a colher na boca, que queimou e doeu, mais ou menos como quando a resposta chegou (deveriamos prestar mais atenção às coisas que podem nos machucar). O olho continuava cheio, mas eu pude usar um "nossa, tá muito quente isso" como desculpa pra eles. Deu certo. Uma boa risada também sempre dá certo. As pessoas não se preocupam com quem tem sempre um sorriso no rosto e eu aprendi a usar isso a meu favor. Sempre funciona.
Voltei pra casa e me distrai lendo e vendo outras coisas, recebendo alguns parabéns e me importando pouco com muitas coisas. No meio de conversas aleatórias leio coisa ou outra de "se fosse hoje teria outra atitude", "não canso de falar pra todos que confio que foi a maior cagada da minha vida", e blá blá blá. A minha vontade era dizer: "relaxa, não te vejo há anos". Mas né, não é educado. Algumas pessoas do passado a gente supera, e deseja toda a felicidade pra ela numa vida com outra pessoa, porque quer que ela realmente seja feliz com outra pessoa. A gente aprende a superar e nao querer de volta, apesar de gostar de manter perto como amizade. Acho bonito isso de amizade sincera com pessoas que fizeram parte, mesmo que por pouco tempo, do nosso passado. É bom ver que certas coisas foram superadas. Verdadeiramente.
Acho que o problema da vida são os planos que são feitos muito antecipadamente. (e meu olho encheu imediatamente, porque só me vem a pequenininha no pensamento).
O futuro, a Deus pertence. Ou ao destino. Ou universo. Seja lá que nome tenha, não pertence a nós. Não me meto mais com isso.
Meu dia se resumiu a parar o olhar e sentir o que não deveria mais estar sentindo. O que deveria estar na caixinha que tá sendo empurrada pro fundo da gaveta.
Estar por aqui, já não me faz bem. E não me faz feliz. Mais uma vez.
E como disse o meu amigo que sabe do que sinto, mas não sabe porque, por quem, nem por quanto tempo: "sério... coloca seu sorriso no rosto. e esquece o que te incomoda."
Sorriso no rosto. Aquele que aprendi a usar a meu favor.
Enfim... Parabéns pra mim, que não tive um dia perfeito e fora do comum, mas que usei pra pensar e refletir sobre algumas coisas e tomar decisões que espero que sejam seguidas
E esperar... Taí uma coisa que não deveria ser feita com tanta frequência. A gente espera, e espera muito. Das pessoas, dos lugares, do tempo.
Não tem nada mais angustiante que a espera. O olhar e não ver nada. Olhar de novo e nada. Vazio...
É preciso aprender a não esperar. Não "não esperar", mas não criar expectativas demais. Não pensar além do que pode ser feito.
Com o tempo aprendemos muitas coisas, assim como "desaprendemos" muitas outras... Hoje consigo ver em mim exatamente a menina que eu era há 10 anos atrás, mesmo com todas as enormes mudanças que criei. Que aliás, foram criadas exatamente por não querer ser como a dessa época, mas ainda tem muito de mim em mim. Sempre terá. Eu espero. Porque sei que me tornei pior pra algumas pessoas do que eu era. Por querer me proteger delas.
Aprendi a me fechar. Ou melhor: desaprendi a me abrir. Quando você se abre, fica vulnerável, fica exposto, pode vir qualquer coisa, de qualquer lugar, e te machucar, e fazer doer, e fazer sofrer. E isso definitivamente eu não tenho a menor intenção que aconteça. Eu me fecho, me armo, corro, fujo pra bem longe se for preciso, mas me protejo, de maneira torta talvez, mas me protejo da maneira que acho melhor e mais rápida. As vezes não adianta correr, fugir, se fechar... porque não dá pra fazer isso com o que tá dentro. Mas dá pra fazer igual algo na gaveta sabe? Que você guarda dentro de uma caixinha e coloca lá no fundinho da gaveta, naquele lugar que a gente nunca abre o suficiente pra ver até o final. É pra lá que eu to empurrando de volta a minha caixinha.
Ontem, dia em que deveria ser tudo lindo e colorido, eu não estava com o menor ânimo de comemorar. Mas sabe aquelas coisas que a gente faz pra que as outras pessoas se sintam bem? Aquelas que a gente faz por elas acharem que estão nos fazendo bem também? Pois é.
Sentada à mesa chegam os pedidos. Meu prato, que passei o dia inteiro com desejo de comer, e meu H2O. Chegam também mensagens. Sabe aquelas perguntas que a gente não deve fazer porque não quer saber de fato a resposta, mas também não aguenta não perguntar porque não saber pode ser ilusório demais? Então. As respostas chegaram, junto com o pedido que desejei o dia todo. O frio chegou, a garganta apertou e os olhos encheram. Meti a colher na boca, que queimou e doeu, mais ou menos como quando a resposta chegou (deveriamos prestar mais atenção às coisas que podem nos machucar). O olho continuava cheio, mas eu pude usar um "nossa, tá muito quente isso" como desculpa pra eles. Deu certo. Uma boa risada também sempre dá certo. As pessoas não se preocupam com quem tem sempre um sorriso no rosto e eu aprendi a usar isso a meu favor. Sempre funciona.
Voltei pra casa e me distrai lendo e vendo outras coisas, recebendo alguns parabéns e me importando pouco com muitas coisas. No meio de conversas aleatórias leio coisa ou outra de "se fosse hoje teria outra atitude", "não canso de falar pra todos que confio que foi a maior cagada da minha vida", e blá blá blá. A minha vontade era dizer: "relaxa, não te vejo há anos". Mas né, não é educado. Algumas pessoas do passado a gente supera, e deseja toda a felicidade pra ela numa vida com outra pessoa, porque quer que ela realmente seja feliz com outra pessoa. A gente aprende a superar e nao querer de volta, apesar de gostar de manter perto como amizade. Acho bonito isso de amizade sincera com pessoas que fizeram parte, mesmo que por pouco tempo, do nosso passado. É bom ver que certas coisas foram superadas. Verdadeiramente.
Acho que o problema da vida são os planos que são feitos muito antecipadamente. (e meu olho encheu imediatamente, porque só me vem a pequenininha no pensamento).
O futuro, a Deus pertence. Ou ao destino. Ou universo. Seja lá que nome tenha, não pertence a nós. Não me meto mais com isso.
Meu dia se resumiu a parar o olhar e sentir o que não deveria mais estar sentindo. O que deveria estar na caixinha que tá sendo empurrada pro fundo da gaveta.
Estar por aqui, já não me faz bem. E não me faz feliz. Mais uma vez.
E como disse o meu amigo que sabe do que sinto, mas não sabe porque, por quem, nem por quanto tempo: "sério... coloca seu sorriso no rosto. e esquece o que te incomoda."
Sorriso no rosto. Aquele que aprendi a usar a meu favor.
Enfim... Parabéns pra mim, que não tive um dia perfeito e fora do comum, mas que usei pra pensar e refletir sobre algumas coisas e tomar decisões que espero que sejam seguidas
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
"Não demonstre o que está sentindo, Em. Seja indiferente.
Seja.... blasée."
[Emma, sobre ver Dexter indo embora de fininho. Em Um Dia - pág. 367]
Seja.... blasée."
[Emma, sobre ver Dexter indo embora de fininho. Em Um Dia - pág. 367]
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Jason Mraz - I Won't Give Up
...
*almoçando, concentrada lendo uma reportagem pelo cel, e do nada os olhos começaram a encher.. fui prestar atenção e era por causa do clipe que tava passando na tv, que sinceramente, eu nem tinha percebido que tava ali...
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
- Posso dizer uma coisa antes de voltarmos à festa?
- Vai Firme.
- Eu estou um pouco bêbada.
- Eu também. Vai nessa.
- Eu... senti sua falta, sabe?
- Eu também senti sua.
- ... Eram tantas as coisas que eu queria conversar, e você não estava por perto...
- Eu também.
[Um Dia / pág. 283]
- Vai Firme.
- Eu estou um pouco bêbada.
- Eu também. Vai nessa.
- Eu... senti sua falta, sabe?
- Eu também senti sua.
- ... Eram tantas as coisas que eu queria conversar, e você não estava por perto...
- Eu também.
[Um Dia / pág. 283]
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